Tendo dividido nossa área habitável por quatro, estamos desenvolvendo todo um novo modus vivendi. Não está sendo difícil, porque nós dois somos muito sossegadinhos e educados (e se entalamos juntos em algum lugar, aproveitamos para trocar uns beijinhos). Está sendo, isso sim, surpreendente: estou percebendo que, quando se tem menos espaço, o jeito é compensar aumentando o nível de consideração com o próximo.
Adoro sair do banho pingando igual ao monstro do pântano e encharcar o tapete do banheiro. Na casa anterior, eu tinha um banheiro e um tapete só pra mim, e ele secava até o banho seguinte. Na casa nova, como o tapete é um só, não faço mais isso, ponto. E escovo os cabelos de manhã e à noite, igual a um cachorrinho, para evitar o excesso de fios perdidos no chão claro.
Nós dois gostamos de espalhar roupas pela casa, mas agora não rola, porque nem existem espaços horizontais disponíveis! E adquirimos o hábito de tirar os sapatos assim que abrimos a porta do apê, para não trazer sujeira da rua.
Um dia desses, na aula, estávamos conversando com o professor, que é mezzo francês, mezzo brasileiro, sobre a questão do trânsito de Brasília. E como todo mundo que pode compra um carro correndo, ao invés de brigar para o transporte público melhorar. Ele comentou que acha que o fato de as pessoas usarem espaços em comum (no caso, ônibus/metrô/bonde) muito educativo - você aprende a esperar, compartilhar e ceder lugar.
Eu concordo.
Eu realmente aprendi a viver de forma mais cuidadosa (leia-se: contendo a bagunça) enquanto moramos no apto pequetito! Pena que só eu aprendi... O companheiro não é lá muito ligado nessa coisa de organizacão... E eu tive que escolher entre conviver com a bagunça alheia, ou organizá-la constantemente! A segunda alternativa quase me matou de raiva... Então passei a fazer vista grossa!
ResponderExcluirConcordo: se não pode vencê-los, junte-se a eles!
ExcluirPoxa, Lud, que bacana! a maior parte das pessoas simplesmente resolve esse tipo de problema se mudando para um lugar maior. Muitos casais vão achando formas de tapar o sol com a peneira e não se adaptarem e fazerem pequenas concessões para conviver melhor um com o outro. Muito bacana.
ResponderExcluirMarina, pequenas concessões são ótimas e não doem nada, não é? O problema é que só funciona se forem recíprocas... olha o caso da Milene aí em cima, rs.
ExcluirHaha muito boa denominação de mudança do "modus vivendi" kkk
ResponderExcluirA gente aprende a conviver embora a outra pessoa tem que estar no mesmo ritimo se não fica insuportável
Essa de tirar o sapato eu bem que tento mas nunca consigo adaptar. Tenho um noivo japonês e na casa dele e de parentes sempre fazem isso e lá entro eu de sapato nem me dando conta. Queria na minha casa também fazer isso para ficar mais limpo e me acostumando com os hábitos ou "modus vivendi" como muito bem colocaste mas sempre me esqueço
Colorada,
Excluiro latim é herança de uma faculdade de direito perdida nas brumas do passado...
Puxa, muito legal a família do seu noivo manter as tradições (ou pelo menos essa dos sapatos).
momo', momo', momo'-mo-momo' (essa e' a melhor imitacao do monstro do pantano que eu consegui fazer). eu acho taaaaaaaaaao bonito que voces dao tao certo como casal! nao e' comum nao. :)
ResponderExcluirCBG, perfeita a sua imitação de monstro do pântano do disquinho colorido. É nele mesmo que eu estava pensando.
ExcluirEu também acho bonito a gente dar tão certo como casal. Nós dois reconhecemos que temos a maior sorte!
Emocionante o post, Lud! E fico feliz por tudo o que vocês estão vivendo...
ResponderExcluirBrigada, Fê! E eu fiquei feliz de ver que você voltou a escrever no seu blog =).
ExcluirPegando carona no comentário da CherryBlossomGirl, também acho muito legal o "jeito casal" de vocês serem (nossa, será que essa construção semântica está certa?). Enfim, penso que é muito difícil aderir ao minimalismo e ao feminismo se o nosso parceiro não embarca junto. Ontem mesmo, sai com o meu digníssimo e ele ficou reclamando porque eu não levei bolsa: coloquei a CNH, carteira do plano, cartão de DÉBITO e dinheiros no bolso e fui super feliz para o bar sem precisar ficar de olho VIDRADO da bolsa e pude sair correndo para ver a hora em que os barmen colocaram fogo na pedra do balcão e a banda tocou uma música meio medieval-cigana muito legal e TUDO ISSO SEM ME PREOCUPAR COM A DANADA DA BOLSA (vez que inexistente)! Também não usei maquiagem (exceto um batom) e recebi reclamações :( meh! Mas a sintonia de vocês é muito bonita de ser vista, ops, lida! :)
ResponderExcluirFreetalker, é mesmo. Não é fácil adotar uma filosofia de vida diferente se quem vive conosco não adere (ou pelo menos não atrapalha).
ResponderExcluirQuanto ao digníssimo, desculpe, mas só tenho uma sugestão: se ele reclamar que você está sem bolsa ou sem batom, responda "Se você gosta tanto, use você".
E depois conta como ele reagiu =D.